Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016

O estranho mundo de Bollarux PT IV

corredor.jpg

 

À quatro dias que estava sozinha numa sala pequena, tinha uma cama ao fundo, um WC no outro canto com tudo o que precisava, as paredes não tinham nem portas nem janelas, mas a certas horas uma das paredes ligava-se e podia ver televisão, a língua era estranha mas sempre a distraia.

Não percebia bem o porquê de estar isolada, desde que a colocaram ali que não via ninguém, uma ranhura da porta abria 3 vezes ao dia de onde saía um tabuleiro com comida, uma pasta sem sabor, mas que matava a fome a muito custo.

Pensava naquele dia e no que acontecera, pegaram nela, levaram-na para a sala e não mais viu ninguém, o sr idoso nem sabe o que lhe aconteceu, olhou para trás onde ele estava sentado na cama, quando a levavam, ia com um dos homens de vermelho e outro de negro, mas ao passar a porta cruzou-se com um grupo de homens de negro que corriam para junto do sr idoso, ainda tentou rodar a cabeça mas apenas o viu a levantar-se e depois a cair no chão vislumbrando a sua vestimenta amarela no meio das pernas dos homens de negro.

Depois passou a ombreira da porta e nada mais viu a não ser aqueles eternos corredores de portas sem fim, um autentico labirinto de portas e corredores a perder de vista, podia andar ali às voltas apenas entre 3 a 4 corredores que mesmo assim achava que estaria longe do sitio de onde saíra.

A televisão voltou a acender-se do nada, nela apesar de nada perceber da língua via as imagens, transmitiam as noticias da invasão, onde soldados se deslocavam em coluna de tanques entre as ruinas da sua cidade, naquela imagem a coluna passava pela sua antiga escola, feita em pequenos pedaços, apenas a fachada do grande pavilhão desportivo estava ainda em pé, por todo o lado se viam pessoas mortas, corpos mutilados, destruídos por rajadas de metralhadora, ou pelas bombas dos tanques, fixou o seu olhar num ponto distante, de entre os escombros da escola viu um vulto, quase impercetível, estava quase camuflado entre os escombros e a pouca vegetação que o rodeava, fixou-o durante o tempo em que a imagem se manteve.

De repente, um grupo de homens de negro apareceu no ecrã, cercavam-no a pessoa lá se manteve, estática, imóvel, mais se aproximaram dele, e sem reação, quando um grupo de homens de negro chegou bem perto, ele saltou para o lado e usando a sua arma, nada mais que uma enorme espada, cortou a cabeça a dois homens de negro, e logo depois viu o restante grupo de homens cair por terra.

Rejubilou, alguém lhes dava luta, os combatia, mais um grupo se aproximou e mais um grupo caiu por terra, até que uma rede caiu sobre ele, imobilizando-o, foi posteriormente colocado num dos tanques e levado.

Chorou ali mesmo, nem sabe quem é, mas chorou pela vida daquele homem.

A televisão apagou-se e a portinhola foi aberta, mais um tabuleiros de pasta cinzenta, mais um tabuleiro de comida intragável.


publicado por Pinheirinho às 17:23
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