Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

À muito, muito tempo...

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Éramos nós duas crianças, não sabíamos bem o que queríamos da vida, depois crescemos tornámos-nos adultos e....

E nada, nada aconteceu assim, a história é outra, bem mais trágico cómica, um acontecimento estapafúrdico de eventos, ocorridos em catadupa que nos levaram a um ponto no tempo que fez o AA e um DA.

Começo pelo inicio, trabalho com novas chefias, pessoas que não nos conhecem nem querem conhecer, uma ida a uma portugália ao final do dia, numa Sexta Feira, dia de greve de enfermeiros apenas para acontecer o evento primeiro que desencadeia tudo o resto, uma entaladela violenta que quase me rouba a cabeça do dedo, uma corrida às urgências sem enfermeiros e o ser tratado por uma enfermeira de bairro, mais velha que a minha Tetravô e sem muita paciência para as dores que tinha.

Sem urgência, sem baixas volto ao trabalho sem forma de usar a mão esquerda, não é fácil quando o trabalho implica registos e o numero de registos diários, depois, depois existia também uma taça que poucos percebiam, e uma despromoção, agora vais para o pior trabalho de todos!

Chegado lá, trocam-me logo de lugar, fica tu ao lado dela, eu fico no teu lugar, esse é melhor, ok quero lá saber, estou aqui é para trabalhar independentemente do lugar.

A verdade é que esse momento muda tudo, a verdade é que ela estava ali mesmo ao meu lado, linda, doce de sorriso fácil e olhos lindos, uma piada aqui, outra ali e uma amizade cresce, cresce ao ponto de ela ganhar coragem para voar, imaginem que ela é apenas um pássaro dentro de uma gaiola de porta aberta, mas que não tem coragem de sair, eu sou aquele demónio a quem chamam consciência, anda lá, sai dai, voa, olha como o mundo cá fora é tão belo, do que é que estás à espera, anda, vem comigo que eu mostro-te o mundo.

 

E assim foi, pela primeira vez disse que ia e foi a um jantar de amigos, divertiu-se, rio, brincou, recebeu um molho de rosas de um parvo embeiçado, ficou nervosa porque o parvo não a largava e ...

... e aquele momento na rua, ela no passeio o parvo no alcatrão, o parvo subiu o passeio e beijou-a ali mesmo e ela beijou de volta aquele parvo que era eu.

Desde esse dia tem sido uma luta bonita, uma luta onde vejo o quanto ela mudou para melhor ao mesmo tempo que me muda para melhor, hoje somos dois parvos apaixonados, tudo porque alguém decidiu ganhar coragem e sair pela porta da gaiola, e desde esse dia tem voado a meu lado...

 

Amo-te Ana!

 

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publicado por Pinheirinho às 12:40
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