Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

O Corpo

 

O sol percorre milhões de quilómetros apenas para lhe beijar a pele branca, suave carícia que lhe aquece o corpo quase nu, apenas coberto por uns reduzidos calções e um top, apenas pedaços de roupa a tapar aquilo que também a estrela do dia ansiava ver e beijar.
 
Uma gota de suor percorre-lhe o corpo até se extinguir em pleno delírio contra o pedaço de tecido que lhe cobre os seios, outra por pouco evita uma queda no umbigo apenas para esbarrar contra o elástico dos calções quando já arfava de excitação, outra desce-lhe pelo queixo, toma balanço e consegue escalar um seio até meio, deslizando suavemente por entre os dois, escapa por debaixo do top com dificuldade segue a direito até ao umbigo até que num ultimo momento o contorna seguindo as pisadas da sua antecessora percorre com rapidez o caminho até um elástico, o fim de mais uma vida se parece extinguir, um inspirar mais profundo dá uma nova vida aquela gotícula de suor, deslizando assim por um dos flancos até chegar assim ás costas, rapidamente passa por uma depressão, começa de novo a subir, para, recua, de novo parece subir, para, recua de novo até que para numa depressão, mesmo a meio, olha para uma passagem entre o elástico dos calções, dois glúteos e um caminho a meio, vê-o aproximar-se e de repente, uma gota de suor escapa de lá de dentro, deslizando a toda a brida na sua direcção, do nada duas são um num encontro de dois amantes privados de um contacto, de uma carícia, de um momento a dois, um encontro violento, quase uma fusão de dois corpos que os empurra para o tecido que o primeiro evitara à pouco, o tecido que lhe cobre os seios, dois seres de vidas curtas que se extinguem, mas não sós, por um momento viveram, brincaram, amaram e morreram, felizes, talvez sim, talvez não, quem sabe.
 
Feliz estava ainda o sol que durante todo este tempo não dera um minuto de descanso aquele corpo, aquecendo-o com beijos, umas vezes apenas de forma leve, outras de forma mais agressiva e forte, como se o êxtase do momento o estivesse a deixar desejoso de ir mais longe, mas não passando de apenas beijos que lhe aqueciam o corpo.
 
Uma brisa suave percorreu o corpo, todo o cabelo do corpo, do mais pequeno ao maior se colocaram em sentido, despertos por um momento da sua monotonia, do seu trabalho de dificultar os beijos do sol, o de criar caminhos para as gotículas de suor que passeavam pelo corpo, uma nova brisa passou pelo corpo, nova ou a mesma que voltara para trás, parando assim o seu caminho, e escolhendo um novo, a brisa passava por todo o lado, era como um cego, para ela não existem tecidos que a parem, penetra por todo o lado, uma nova brisa sobe perna a cima, passa por debaixo da arcada formada pelo tecido dos calções atravessa o tecido secundário e beija suavemente o seu clítoris, mordisca um pouco ainda antes de continuar o seu caminho, dividindo-se em dois, a brisa longa reduz a sua velocidade beijando assim aquele clítoris húmido, num beijo quase sem fim, o que sobe, segue beijando qual língua que percorre um corpo nu, sobe pela barriga, beija bem fundo o umbigo, volta a subir seguindo até aqueles seios ali expostos para o vento, envolve-os subindo pelos dois em espiral, fazendo com que o mamilo acorde e se erga, enrija-se, sendo também ele beijado pela brisa em toda a sua essência, o que se separou, seguiu rego a baixo, deliciou-se percorrendo tanto clítoris como o seu ânus gostoso, húmido e doce, saiu percorrendo suavemente as costas levantado os pequenos pelos, suavemente beijando tão gostoso corpo deu a volta pelo pescoço subiu tão doces seios em espiral juntando-se assim à outra parte dividida, trocaram comentários e experiências seguiram o seu caminho, voltando de novo para trás talvez desta vez trocando.

 


publicado por Pinheirinho às 00:28
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1 comentário:
De Chewingum Girl ® a 4 de Maio de 2010 às 20:44
Um bocadito arrepiante...
Super bem escrito.


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