Quarta-feira, 8 de Junho de 2005

Incerto Parte VI

A cabeça dela colocou-se de frente para a minha, os seus olhos carregados de lágrimas olhavam os meus, mesmo assim brilhavam de felicidade, o brilho nos seus olhos ofuscavam tudo o resto, ela olhava para mim, parecia que conseguia ler aquilo em que eu estava a pensar, olhou inclinando um pouco a cabeça para a esquerda, depois para a direita, depois sorriu, olhou-me novamente de frente, fez um compasso de espera, fez descer ambas as pálpebras docemente, fazendo-as subir devagar.

- De que choras tu? – perguntou ela, enquanto apanhava uma das minhas lágrimas com o seu polegar na minha bochecha .

- Choro de felicidade, choro por te ter aqui, choro porque receio que isto seja só um sonho bom, que de aqui a pouco acorde e dou comigo agarrado à almofada.

- Se é um sonho sentirias isto? – perguntou enquanto me beliscou o braço, soltei um ai e sorri.

- Claro que sentia, se eu mando no sonho também posso sentir isso.

- E isto? – a sua mão começou a fazer-me cócegas , tentei desviar-me mas ela é bem mais rápida o que me fez soltar algumas gargalhadas.

- Pronto, está bem, ganhastes isto não é um sonho, é real.

- Pois é, de tal maneira real que até vou fazer isto!

Beijou-me novamente, desta vez um beijo bem mais demorado, senti as suas mão percorrerem o meu corpo, a sua língua é doce como o mel, quente e reconfortante, senti soltar-me, comecei a explorar o seu corpo com as minhas mãos, explorei todas as suas curvas, abri-lhe o robe deixando-a nua na minha frente, comecei a beijar o seu pescoço, voltando novamente aos seus doces e quentes lábios, acariciei as suas mamas, beijei-lhe os mamilos, senti o seu calor e as suas mãos a desapertarem-me as calças, cobri toda a sua barriga de beijos, brinquei com o seu umbigo, depois voltei a procurar a sensação dos seus quentes lábios, ela retirou a minha camisola atirando-a para longe, levantou-se e despiu o robe por completo ficando apenas com as estranhas pantufas, começou a caminhar em direcção há porta enquanto eu me deixei ficar estático apenas contemplando aquela mulher, aquele amor de outros tempos que agora voltara, ela olhou para trás fez um gesto com o dedo indicador para a seguir, piscou um dos olhos e deslocou-se para o quarto, levantei-me e seguia.

Encontrei-a deitada de costas na cama, nua, despi-me e coloquei-me em cima dela, beijei os seus quentes lábios uma vez mais, o seu calor e paixão subiam nela, eu há muito que estava no ponto, desci pelo seu corpo abaixo sempre beijando por onde passava, levantei uma das suas pernas e beijei o interior da sua coxa, acariciei a sua perna e fui procurando a sua vagina com os lábios a minha língua segui o mesmo caminho, brincando com o que mais intimo ela têm, gestos lentos de língua e lábios faziam-na gemer, ouvia-a, as mãos delas estavam na minha cabeça, enquanto eu incansavelmente ia penetrando-a com a língua, ouvia-a pedir entre gemidos que a penetra-se.

Estava-mos ambos deitados na cama, eu olhava o teto, pedindo que não fosse um sonho, há muito que não fazia nada assim, não o fazia desde que ela me deixara, nenhuma outra mulher servia, só pensava nela, todas as outras só tinham eram defeitos, podiam ser belas mas para mim se não fossem como ela não serviam, o calor na sua voz, a atenção que nos dava, a força no seu caracter, um coração enorme, parecia frio para muitos mas para quem a conhece sabe que não é assim, estava a ficar obcecado, pensava nela vinte e quatro horas por dia, a sua imagem estava sempre presente, bastava fechar os olhos.

Senti o seu corpo mover-se, passou a sua boca pela minha, beijou-me uma vez mais, passou a sua perna para o outro lado ficando deitada sobre mim, a mão dela desceu até ao meu membro ainda cansado mas que o seu beijo o seu cheiro e a sensação daquele corpo quente sobre mim o fez esquecer o cansaço, voltando a ficar rijo.

Ela introduziu-o na sua quente vagina, fazia pequenos movimento com o corpo de forma a prolongar o momento, depois levantou-se ficando sentada sobre mim, nunca acelerou, todos os seus movimentos eram lentos e rotativos, deixou todo o seu corpo cair para trás, ficando com as suas costas deitadas sobre as minhas pernas, soltou entre um gemido um “Abre as pernas!”, assim o fiz ficando sem a ver, apenas a sentia, os movimentos rotativos estavam a deixar-me quase no ponto, parecia difícil aguentar, mas ela continuou os meus sons cruzavam-se com os dela, as novas vozes pareciam só uma, quando a minha respiração acelerou, via começar a levantar-se, ficou sentada sobre mim, mãos no meu peito, os seus movimentos rotativos passaram a movimentos rápidos e elevatórios, vim-me ela parou sem sair da posição e deixou-se ficar deitada sobre o meu corpo, abracei-a e assim ficámos durante mais algum tempo.

Devo ter adormecido, ao abrir os olhos ela não se encontrava no quarto, levantei-me com medo que fosse na verdade apenas um sonho, há porta da casa de banho um par de pantufas em forma de mamas, sorri, não fora um sonho, percorri toda a casa, ao lado do meu portátil uma folha dobrada , abria e li.

“Obrigado por tudo Bino, as chaves da tua arrecadação estão na cozinha ao lado de um prato de arroz e um bife que fiz para nós, mas não tive coragem para te acordar, parecias um anjo a dormir, não me tentes descobrir, não é seguro para ti, eu procuro-te prometo.


Daniela


Ps. Amo-te!”

publicado por Pinheirinho às 22:40
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1 comentário:
De Ana F. a 14 de Junho de 2015 às 16:36
Segue? http://humanandvaingirl.blogs.sapo.pt/


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